Como Plantar Pitaya: Muda, Tutor, Polinização e Tempo até o Fruto

Como Plantar Pitaya: Muda, Tutor, Polinização e Tempo até o Fruto

18 min de leitura Cultivo

Saber como plantar pitaya começa por entender o que ela é: um cacto trepador, semiepífito, que na natureza sobe em árvores com raízes aéreas e vive à meia-luz do sub-bosque tropical. Isso explica quase tudo no cultivo, do tutor obrigatório à queimadura de sol. Este guia reúne o que a Embrapa, a Epagri, a UF/IFAS e a NC State Extension dizem sobre muda, tutor, sol, rega e poda. Há ainda a flor de uma noite e a polinização, que é o gargalo de quem quer fruto.

Cada orientação traz a fonte lida. Dose de adubo é sempre a da embalagem. No fim, você encontra as mudas vendidas pelo Clube Plantei e os adubos da Terraje que servem para frutíferas.

Neste guia


Como Plantar Pitaya: Resumo

A tabela resume o método descrito pelas fontes consultadas. Cada linha, por sua vez, ganha uma seção própria mais abaixo.

Etapa O que as fontes dizem
Muda Estaca de ramo adulto com pelo menos 20 cm; semente, porém, leva de 4 a 8 anos
Tutor Instalado antes da muda; concreto ou madeira sem tratamento químico
Lugar Sol pleno, solo que drena; sombra leve, além disso, nos primeiros meses onde o sol queima
Água Regular da floração à colheita; nunca, porém, encharcada
Flor Abre uma noite só; polinizar à mão, sobretudo, com pólen de outra planta
Fruto Primeira florada em média entre 1,5 e 2 anos; faixa, enfim, não promessa

Qual Pitaya Plantar

As três pitayas comerciais são da família Cactaceae. A revisão taxonômica mais recente passou as espécies do gênero Hylocereus para Selenicereus, por isso os dois nomes circulam, de acordo com a Embrapa. A branca, Selenicereus undatus, tem casca vermelha e polpa branca; o “branca”, aliás, é da polpa. Já a vermelha, Hylocereus polyrhizus ou Selenicereus costaricensis, conforme a fonte, tem casca e polpa vermelhas.

Por sua vez, a amarela, Selenicereus megalanthus, é a mais doce e a menor, com cerca de 300 g, conforme a Epagri. Essa casca tem espinhos que se soltam quando o fruto amadurece. A planta, além disso, é mais sensível a geada e a calor. Há ainda a pitaya do cerrado, Selenicereus setaceus, nativa do Brasil, de fruto pequeno. A Embrapa, aliás, lançou cultivares próprias, as BRS do Cerrado, selecionadas entre outras coisas para autocompatibilidade. Isso facilita a vida de quem tem uma planta só.

A origem é o sul do México e a América Central, de acordo com a Universidade do Havaí. Na natureza, a planta vive sob as copas, em luz baixa. Os caules chegam a cerca de 6 m, com espinhos curtos nas bordas, conforme a NC State Extension. Luvas, então, para amarrar, podar e colher.

Frutos de pitaya vermelha presos aos cladódios verdes, ao lado de um tutor
O fruto nasce no cladódio, o caule carnudo e triangular; a fruta não amadurece depois de colhida. Foto: Ngoc Nguyen Phuong, Unsplash.

Muda de Estaca ou Semente

O método recomendado é a estaca de ramo adulto. A planta de semente, afinal, demora de 4 a 8 anos para produzir e sai geneticamente variável, sem repetir a planta-mãe, de acordo com a Embrapa. Já a UF/IFAS fala em até 7 anos. A estaca, por outro lado, repete a mãe, inclusive os vírus dela; a muda, portanto, vem de viveiro idôneo.

O segmento tem no mínimo 20 cm; menores atrasam a produção. A base recebe um corte em bisel, para ninguém plantar de cabeça para baixo. Os ramos para estaca são colhidos depois da frutificação e antes da nova florada, na fase vegetativa. Fora disso, o enraizamento é baixo, conforme a Embrapa.

A estaca precisa cicatrizar antes de ir para a terra. São de uma a duas semanas à meia-sombra, suspensa, sem contato com o solo, em lugar arejado e seco, de acordo com a Embrapa e a Epagri. Depois, vai para um saco ou vaso com substrato, enterrada só o mínimo para ficar em pé, à sombra parcial, com substrato úmido sem encharcar. A muda fica pronta em dois a quatro meses. Quem quiser semente mesmo assim encontra o método na seção de perguntas.


O Tutor Vai Antes da Muda

A pitaya é semiepífita: no início usa outra planta como apoio e depois solta raízes aéreas. Por isso o tutor é essencial e é instalado antes da muda, conforme a Embrapa e a Epagri. O mais usado é o palanque, um mourão com uma estrutura no topo para os ramos penderem; espaldeira e latada também servem.

O material importa. Madeira tratada quimicamente atrapalha, porque a raiz aérea não agarra e a planta não se fixa. Concreto ou madeira sem tratamento, por outro lado, funcionam, de acordo com a Embrapa. A altura de trabalho fica em torno de 1,5 m, para alcançar poda, polinização e colheita. No topo, um pneu de moto furado ou um pneu de carro cortado ao meio sustenta a copa em forma de guarda-chuva.

Amarre com fita de pano ou borracha, nunca com arame que fira o cladódio. A estrutura, além disso, precisa aguentar centenas de quilos de ramos com o tempo, conforme a UF/IFAS; treliça fraca entorta. Plante longe de árvores, construções e fiação.

Estaca de pitaya plantada junto a um tubo azul que serve de tutor
A estaca vai junto do tutor, enterrada só o mínimo para ficar em pé; a raiz aérea faz o resto. Foto: INFRAME Studio’s, Unsplash.

Onde Plantar: Sol, Solo e Época

Sol pleno ou quase pleno dá o melhor crescimento e a melhor produção; sombra demais reduz fruto e qualidade, de acordo com a UF/IFAS. Há, porém, um limite. Sol forte queima: o cladódio amarela, o tecido morre e vira podridão. Isso acontece, sobretudo, em muda que estava na sombra e em região de insolação intensa, conforme a Embrapa e a Epagri. Onde o sol machuca, a UF/IFAS recomenda cerca de 30% de sombra nos primeiros três ou quatro meses. A muda que sai da sombra, aliás, passa por rustificação, com exposição ao sol por períodos cada vez maiores.

O solo precisa drenar. A planta se adapta a muitos tipos, desde que não alague nem fique encharcada depois das chuvas, de acordo com a UF/IFAS e a Epagri. Em local úmido, planta-se sobre um montículo ou camalhão. A raiz é superficial, nos primeiros centímetros: nada de enxada ou roçadeira perto do caule. Por cima vai cobertura morta, afastada 20 a 30 cm da base, conforme a UF/IFAS.

A época tem região, e quem pesquisa como plantar pitaya precisa olhar a sua. No Centro-Oeste, a Embrapa planta a estaca no campo no período regular de chuvas; fora dele, enraíza em recipiente primeiro. Em clima tropical com irrigação, qualquer época serve, de preferência a estação quente e chuvosa, de acordo com a UF/IFAS. No Sul, a Epagri manda evitar região e época de geada; o plantio, então, fica para depois do frio. A faixa ideal de produção vai de 20 a 30 °C. Acima de 39 °C com sol intenso, porém, não é lugar para pitaya, conforme a Universidade do Havaí.


Como Plantar Pitaya Passo a Passo

1. Escolha o lugar e fixe o tutor. Sol pleno, terra que drena, longe de árvores e fiação. O mourão vai primeiro, firme, com o suporte no topo.

2. Prepare a cova ou a amontoa. A Embrapa usa cova com matéria orgânica ou terra amontoada junto ao palanque, sem passar de um terço da altura da muda, pela demanda de ar da raiz. Composto ou esterco curtido entra em volta da base, sem tocar o caule, conforme a UF/IFAS.

3. Plante a estaca cicatrizada. Base para baixo, enterrando só o mínimo para ficar em pé. Enterrar demais, aliás, apodrece.

4. Amarre ao tutor. Fita de pano ou borracha, frouxa o bastante para o ramo engrossar. A raiz aérea, então, faz o resto.

5. Cubra o solo. Cobertura morta de 5 a 15 cm, afastada da base, protege a raiz rasa e reduz o dano de sol no solo, de acordo com a UF/IFAS e a Embrapa.

6. Sombreie, se o sol queimar. Tela de sombra leve nos primeiros meses, retirada aos poucos. Em Santa Catarina, conforme a Epagri, os danos de sol em planta adulta não chegam a prejudicar a produção; em Mato Grosso, por outro lado, os produtores relataram insolação por unanimidade.


Pitaya em Vaso

Como plantar pitaya em vaso? A NC State lista a espécie para vaso, pátio e até interior, com mistura para cactos ou terra bem drenada. Ela manda, além disso, trocar de vaso a cada dois ou três anos ou quando a planta ultrapassar o recipiente. A UF/IFAS descreve um truque: vaso grande ao lado do tutor, com o fundo removido e enterrado ao nível do solo, para a raiz também explorar o chão.

O vaso precisa ser grande e pesado o bastante para segurar um tutor firme. Nenhuma fonte fixa litragem, e nenhuma manda pôr pedrisco ou argila expandida embaixo do substrato; a drenagem vem da mistura e dos furos. A rega em vaso é quando o substrato estiver quase todo seco. Ela aumenta na primavera e no verão, até o fim da floração, e diminui no inverno, conforme a NC State. A produção em vaso tende a ser menor que no chão, e continua, enfim, dependendo de sol e polinização.


Rega e Adubo

É cacto, mas tropical. A pitaya fecha os estômatos de dia e guarda água no cladódio, por isso usa água com eficiência. Mesmo assim, ela vem de região quente e úmida e precisa de umidade para produzir, de acordo com a Embrapa. Dez dias de estiagem reduziram em 57% a absorção de CO2 da planta. Seca na floração e na frutificação, além disso, causa aborto de flor e fruto malformado.

A regra da UF/IFAS resume: regar com regularidade da floração até a colheita e, fora dessa fase, só em seca prolongada. Excesso de umidade no solo favorece doenças. Irrigador de gramado com timer, aliás, encharca e mata por podridão de raiz. Umidade irregular, por sua vez, racha o fruto, conforme a Universidade do Havaí. A frequência, portanto, é a que a terra pede, não a do calendário.

No adubo, o potássio é o nutriente que a pitaya mais pede, e a maior parte dele vai para a frutificação; pouco potássio deixa a fruta menos doce, de acordo com a Embrapa e a Epagri. Por isso o adubo indicado é o de frutíferas com potássio no alto da fórmula, como o Forth Frutas, NPK 12-05-15, ou o Nutrifrutas 11-06-24, ainda mais rico em potássio. A adubação de produção se divide em quatro épocas: brotação, início da floração, início da frutificação e fim da safra. Em Mato Grosso, elas vão de junho a maio; em Santa Catarina, de agosto a maio. Para afinar a adubação, a Embrapa indica ainda análise de solo com recomendação técnica. A dose, então, é a da embalagem. Adubação pesada do gramado perto da planta, aliás, pode reduzir a frutificação, conforme a UF/IFAS.


Poda e Condução

Escolha um ou dois ramos principais e leve-os até o topo do tutor, tirando as brotações laterais pelo caminho. Elas, afinal, desviam energia. Quando o ramo chega ao topo, desponte cerca de 5 cm abaixo da altura do mourão. Assim ele ramifica e forma a copa em guarda-chuva, de acordo com a Embrapa, a Epagri e a UF/IFAS.

Depois de formada a copa, os ramos velhos que ficam embaixo, sombreados, não florescem e viram só dreno; podem ser podados e servem de estaca. A UF/IFAS faz poda de limpeza após a colheita, removendo ramos doentes, mortos ou encostados no solo e afinando os apinhados. Isso abre luz e ar e ajuda a planta a secar depois da chuva. Desinfete a tesoura entre plantas, com álcool 70% ou água sanitária, porque vírus e podridões passam pela ferramenta. O corte, enfim, recebe pasta bordalesa, conforme a Embrapa e a Epagri.


A Flor de Uma Noite e a Polinização

A flor é grande, branca, perfumada, em forma de sino, com cerca de 30 cm. Ela abre à noite e murcha ao amanhecer: dura uma única noite, de acordo com a UF/IFAS e a NC State. Em Mato Grosso, abre entre 19h e 21h e fecha entre 7h e 9h; em Santa Catarina, por volta das 21h, conforme a Embrapa e a Epagri. Do botão à abertura são cerca de 23 dias. Mariposas e morcegos polinizam à noite; abelhas, nas primeiras horas da manhã.

Aqui está o gargalo. Muitas seleções são autoincompatíveis: só formam fruto com pólen de outra planta que não seja clone, de acordo com o Documento 374 da Embrapa Cerrados. A Epagri recomenda plantar variedades autógamas, que formam fruto mesmo sem polinização manual, ainda que menor. Mesmo nelas, porém, polinizar à mão dá frutos maiores. A regra prática das duas fontes brasileiras é cruzar: pólen de polpa vermelha na flor de polpa branca, e vice-versa.

Como Polinizar à Mão

Como fazer: colete o pólen batendo nas anteras com um pincel sobre um copo limpo e passe no estigma com pincel, cotonete ou dedo. A melhor hora é à noite, logo depois da abertura, quando o estigma está mais receptivo, conforme a Embrapa; as primeiras horas da manhã também funcionam. Chuva na noite da flor inviabiliza pólen e estigma. Produtores, por isso, cobrem a flor com um copo descartável ou um saco de TNT e polinizam de manhã. Depois de polinizar, cubra até a manhã seguinte, contra chuva e contra a abelha irapuá, que come o pólen.

Dois cuidados fecham o ciclo. Retire os restos florais cinco ou seis dias após a polinização. A flor murcha, afinal, vira porta de entrada de fungos e deixa cicatriz no fruto. Uma semana depois, ensaque o fruto com TNT ou papel; ele sai mais colorido e sem dano de abelha, formiga e pássaro, de acordo com a Embrapa e a Epagri.

Botões de flor de pitaya brotando na borda de um cladódio
Do botão à abertura são cerca de 23 dias; a flor abre à noite e murcha ao amanhecer. Foto: Ashes Sitoula, Unsplash.

Quanto Tempo Leva para Dar Fruto

As fontes técnicas falam em primeiro florescimento, em média, entre um ano e meio e dois anos depois do plantio de uma muda de estaca. No começo, são poucos frutos, conforme a Embrapa, em Mato Grosso, e a Epagri, em Santa Catarina. A UF/IFAS registra estacas que produziram em seis a nove meses, e a Embrapa cita cultivares que floresceram antes de um ano em pomar. É uma faixa ampla, e nunca uma promessa. Depende da muda, do sol, do tutor, do clima e de haver outra planta para polinizar. O pomar, aliás, só se estabiliza por volta do quinto ano.

Da flor ao fruto, a branca e a vermelha levam de 50 a 60 dias contados do botão, de acordo com a Embrapa; a amarela, de 90 a 120. O ponto de colheita é a virada de cor da casca, com as escamas metade verdes e metade coloridas. Essa virada leva de 24 a 48 horas. A fruta não amadurece depois de colhida: colhida verde, a casca até muda de cor, mas o sabor não melhora. Colhe-se com tesoura, cortando um pedacinho do cladódio junto ao fruto; ele, afinal, não tem pedúnculo. Na geladeira, enfim, dura semanas, mas não abaixo de 8 °C.


Pragas, Doenças e Problemas

Sintoma Causa provável
Cladódio amarelando e apodrecendo do lado do sol Queimadura de sol; raspar o morto e sombrear
Floresce, mas o fruto não segura Autoincompatibilidade, chuva na noite da flor ou irapuá no pólen
Pouca ou nenhuma flor Sombra, ramos velhos, planta jovem ou nitrogênio demais
Fruto rachado Umidade irregular do solo
Podridão de raiz e caule Encharcamento ou irrigador automático
Fruta sem doçura Colhida verde ou pouco potássio
Borda do cladódio comida Formigas cortadeiras
Lesões escuras e afundadas no calor úmido Antracnose

Na pitaya, o manejo começa pelo cultivo: nutrição equilibrada, cobertura do solo, diversificação, ensacamento e muda sadia, de acordo com a Embrapa e a Epagri. A abelha irapuá, que raspa cladódio e fruto, é nativa e protegida: não se mata; ensacar o fruto resolve. Cochonilhas trazem fumagina e formigas. No foco, vai o Forth Defende, inseticida de óleo de neem com cochonilha no rótulo, só nos cladódios atacados, longe dos frutos, com sol fraco e no intervalo da embalagem; o guia de cochonilha, por sua vez, detalha o resto. Para formigas cortadeiras, o caminho é a isca formicida Forth, que as próprias formigas carregam para dentro do ninho.


Onde Comprar

O Clube Plantei vende três mudas feitas de estaca, todas enviadas sem flor e sem fruto. A pitaya branca vai com no mínimo 40 cm do torrão até a ponta; a pitaya amarela, com cerca de 30 cm. Já a pitaya vermelha, de polpa vermelha, vai sem tamanho informado na página. Para quem tem uma planta só, aliás, vale lembrar a polinização: duas mudas de polpas diferentes se ajudam. O Nutrifrutas 11-06-24 e o Forth Frutas, ricos em potássio, atendem a fase de frutificação, na dose do rótulo.

A Terraje não vende pitaya. Tem, por outro lado, o Forth Frutas, adubo mineral para frutíferas em vaso e pomar, o húmus de minhocas, para a matéria orgânica da cova, e o Forth Defende, para cochonilha e pulgão. Depois da compra, além disso, a equipe acompanha os cuidados por mensagem.

Pitaya vermelha inteira e fatiada, de polpa vermelha
Pitaya vermelha, de polpa vermelha, na foto do Clube Plantei: a muda vai de estaca, sem flor e sem fruto.

Perguntas Frequentes

Onde plantar pitaya?

Em lugar de sol pleno, com terra que drene bem e um tutor firme instalado antes da muda. Serve o chão do quintal, um muro ensolarado ou um vaso grande ao lado de um mourão. Evite, porém, lugar que alaga e região com geada.

Quanto tempo uma muda de pitaya leva para dar frutos?

Em média, a primeira florada vem entre um ano e meio e dois anos depois do plantio da estaca, com poucos frutos; há registros de menos de um ano. É uma faixa, não uma promessa. Muda de semente, por outro lado, leva de 4 a 8 anos.

Qual o segredo para a pitaya dar frutos?

Polinização e luz. Muitas pitayas só formam fruto com pólen de outra planta, de preferência de polpa de outra cor. Como a flor abre uma noite só, vale polinizar à mão logo que ela abre e proteger da chuva. A planta também precisa de sol na floração e de ramos novos expostos à luz.

Como plantar pitaya com caroço?

Tire a polpa numa peneira em água corrente, espalhe as sementes em papel absorvente e seque à sombra por dois dias. Semeie na superfície de um substrato úmido, sem cobrir; a germinação vem em 2 a 7 dias. As plantinhas vão para potes aos dois meses e ficam de um a dois anos lá. O fruto, então, demora de 4 a 8 anos.

Qual é o mês em que se planta pitaya?

Depende da região. No Centro-Oeste, a Embrapa planta no período regular de chuvas; em clima tropical com irrigação, qualquer época, de preferência a quente e chuvosa. No Sul, depois do risco de geada. Muda já enraizada em pote, aliás, espera a hora certa.

Como plantar pitaya direto da fruta?

Da fruta só sai semente, o caminho mais lento. Quem quer colher antes pega um ramo adulto com pelo menos 20 cm e deixa cicatrizar uma a duas semanas à meia-sombra, sem encostar na terra. Depois planta, enterrando só o mínimo. Em dois a quatro meses, então, a estaca enraíza.

Pitaya dá em vaso?

Dá. A NC State lista a espécie para vaso e pátio, e a UF/IFAS descreve vaso grande junto do tutor. O vaso precisa segurar um tutor firme, com substrato bem drenado e troca a cada dois ou três anos. A produção, porém, tende a ser menor que no chão.

Pitaya precisa de tutor?

Precisa, e ele vai antes da muda. A pitaya sobe com raízes aéreas. O mourão de concreto ou madeira sem tratamento químico, com suporte no topo, segura centenas de quilos de ramos com o tempo. Madeira tratada, aliás, impede a raiz de agarrar.

Fontes consultadas: Embrapa Cerrados, Empaer-MT e UFLA, Pitaya: uma alternativa frutífera, 2022, Epagri, Boletim Técnico 196, Cultivo de Pitaia, 2020, Embrapa Cerrados, Documentos 374, Pitayas, 2021, UF/IFAS, Pitaya (Dragonfruit) Growing in the Florida Home Landscape, NC State Extension, Selenicereus undatus, University of Hawaii CTAHR, Pitaya (Dragon Fruit, Strawberry Pear), 2004.

Nada aqui está por acaso.

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